cujas longas mãos são moles, quentes e húmidas. Dei por
isso há uns três meses, nos anos de um dos meus cunhados, quando, para me
deixar passar, agarrou o meu braço e o apertou num gesto íntimo. Cobra, pensei
eu e retirei-o num arrepelão.
Há anos que faço, duas vezes ao dia, às mesmas horas, a
linha verde , azul e amarela do metro, usando as mesmas estações de entrada e saída. De manhã
entro no Cais do Sodré e saio em Entre Campos e à tarde faço o inverso. Pouco tempo
depois dos anos do meu cunhado, com o metro apinhado, senti um corpo que se
encostava um pouco mais ao meu e quase ao ouvido um ‘viva!’. Era o primo do meu
namorado.
Numa das saídas e entradas, mais apertos e encontrões as
suas mãos foram descansar mesmo junto às minhas mamas, para as quais descaíram
em menos de um fósforo e aquela humidade quente embrenhou-se, amoleceu-me,
encostei-me mais nele sem querer saber se era cobra ou não.. Não saí no Marquês de Pombal. Quando chegámos Rato, sem
dizermos uma palavra demos a volta para apanhar o metro de retorno.Fizemos toda a linha amarela umas duas vezes sem nos querermos largar. Por fim lá cheguei ao Cais do Sodré.
Cheguei a casa com a desculpa castiça do ‘tive de ficar
mais tempo a trabalhar’ e nem respondi à pergunta da razão de não ter avisado.
Avisado o quê? que queria mais do primo dele e que o iria ter?
Há dois meses que já não sei se namoro o meu namorado, ou
se namoro o primo do meu namorado
4 comments:
estás muito próximo de não namorares nenhum e convenhamos com razão, a levares com o 'rótulo' ... !!!!
Uma situação a precisar de ser aclarada.
Olá Observador
Não sei não :) por enquanto a situação é confortável
Olá anónimo
Ui! quanta zanga
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